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    October 26

    Poema de amor

     

     

    POEMA DE AMOR

     (Historia de vida de meu pai)

     

    Lembro-me de um pobre menino,

    Que um dia sonhou quimeras...

    Construiu castelos de areia,

    Que um dia desmoronou-se.

     

    Tinha ele então 11 anos,

    Mas em seu peito se instalara o amor,

    Um amor doce e suave que,

    Por muitos anos seguiu seus passos.

     

    Aquela figura de menina linda, de cabelos de ouro

    De pele clara e suave, em seu pensamento cristalizou-se.

     

    O menino seguiu seu caminho, tornou-se jovem.

    Amou, foi amado, sofreu, fez sofrer, sentiu saudades e deixou saudades...

     

    Agora o jovem conheceu uma menina que lhe jurou amor;

    acreditando, levou-a ao altar .

    Dez anos durou o romance com um final infeliz.

     

    Deu a volta por cima, ergueu a cabeça e seguiu em frente, vencendo os obstáculos e as adversidades da vida.

     

    Carente e sem ninguém em sua vida, viajou para longe

    E lá encontrou o CUPIDO, que lhe disse para voltar,

    pois bem perto de onde partira, estava alguém lhe esperando.

     

    E este alguém que lhe esperava,

    Sofreu a mesma dor e tinha no peito muito amor, muito carinho para lhe dar

     

    Foi ao encontro do amor prometido

    E lá encontrou quem tanto esperava.

    Eram dois a principio, mas logo quatro a seguir se contava.

     

    Viviam num jardim florido com muito amor e ternura, papai, mamãe

    Maninha e maninho. Mas eis que a hora suprema, dita o final de um capitulo...

    Mamãe é chamada pelo senhor.

     

    São três agora... e seguem seus destinos.

    CUPIDO, o vendo tão triste lhe mandou outro recado:

     

    Segue o caminho do mar e lá.

    Encontrarás  duas almas ansiosas pelo teu carinho e teu apoio espiritual.

     

    E lá partiu ele, na esperança de encontrar aquela que já o esperava.

    Com retalhos de vida, formaram um lar feliz.

     

    Depois, uma linda menina de cabelos de ouro, pele clara e suave, veio concretizar essa felicidade.

     

    São seis agora: papai, mamãe, maninho e três maninhas, que muito se amam.

    São seis retalhos de vida que formam um lindo poema de amor! POA, maio de 1977.